Não é uma despedida. É uma mudança.

Olá! Tem alguém aí? Só responda se você não estiver me ouvindo.

É pessoal, foi bom enquanto durou. Graças a esse modesto espaço pude interagir de maneira que jamais pudesse imaginar. Mas já deu.

Devido ao que escrevia aqui que fui convidado para colaborar com o Diário de um PM. A partir de então meu universo virtual se expandiu assustadoramente. Aumentei meus conhecimentos sobre a atividade e blogosfera policial, conheci policiais de outros Estados e agora já não é possível me dedicar como deveria a este espaço. Poderia escrever uma bela mensagem de despedida, mas não é o fim. Apenas um ciclo que se encerra. Quem quiser me acompanhar é só acessar:

Diário de um PM - www.diariodeumpm.net

PMTube - www.pmtube.com.br

Especialmente o primeiro, que já tenho investido algumas horas tentando aprimorá-lo ou pelo menos manter o bom nível que já existia antes de eu chegar.

Então... Até logo! A gente se vê por lá.

Profissional capacitado

Muita gente encara a política como o futebol: escolhe um time para torcer e o faz de maneira cega. Esse fanatismo nem sempre é saudável e exemplos no futebol não faltam para mostrar o quanto paixões radicais podem ser danosas. Nas pequenas cidades não existem grandes clubes, mas em compensação é comum encontrar um bipartidarismo (existe essa palavra?) político, ou seja, apenas dois grandes candidatos disputando o poder. Como é de se esperar, a população fica dividida e cada um acredita (e defende) piamente que o seu candidato é o melhor e mereça vencer.

Nas discussões - sempre acaloradas - damos sorte se terminam somente no bate-boca. O que explica essa obsessão? Vantagens prometidas ou um inocente desejo de melhora política? Não sei e nem pretendo encontrar uma resposta aqui. Iniciei esse comentário só para lhes mostrar como a burrice misturada à insana torcida por seu político pode ser desastrosa.

Em alguns municípios a Justiça vem cassando o mandato dos prefeitos que cometeram irregularidades durante as últimas eleições. Esse fato tem alimentado as esperanças de quem saiu derrotado e, claro, renovado o espírito de disputa entre os eleitores. Como quase tudo nesse mundo, termina sobrando para a polícia que por obrigação deve garantir a segurança das audiências e conter os torcedores-eleitores mais exaltados (principalmente após a divulgação do resultado final).

Concluída a audiência e o parecer ter sido favorável ao atual prefeito, iniciou-se uma comemoração em frente ao fórum. Antes disso uma intensa vaia para irritar de vez o candidato perdedor e seus seguidores. Para deleite de quem venceu, uma mini-passeata fora improvisada a caminho da prefeitura. Talvez por não saber perder um anencéfalo resolveu partir com sua moto em direção à pequena passeata, quase atropelando os simpatizantes do prefeito. Resultado: trabalho para a polícia que teve de impedir um linchamento e aplicar as medidas legais contra o eleitor frustrado.

Na delegacia, ao verificar as condições da motocicleta, o susto. Primeiro porque o sujeito portava apenas uma cópia do documento do veículo ainda do ano de 2006 (deve-se andar com o original ). Diante disso, já se tinha a certeza de que encontraríamos outras irregularidades e não deu outra. Falta de pagamento dos anos 2007, 2008 e 2009 além de um impedimento judicial do veículo. Como se não bastasse, o motoqueiro sequer possuía habilitação. O negócio não ficou muito bom para ele... No jargão policial, ele "procurou para as costas". Em tempos de eleição talvez algum candidato dispusesse um advogado para assisti-lo, mas depois que fecham as urnas isso é praticamente impossível.

Apesar de tudo isso, sabe o que mais chamou atenção nessa ocorrência? A profissão do rapaz:

Ele era mototaxista!


P.s.: não preciso nem dizer que ele também estava sem capacete, não é!?

Rota 66 x Matar ou morrer


Voltei à literatura policial. Instigado pelo trailer de ROTA Comando - O filme, resolvi ler o livro em que se baseia a obra: Matar ou morrer, do Conte Lopes. Porém, estou com muita dificuldade para adquirir o romance e como esse livro foi uma resposta ao trabalho do jornalista Caco Barcellos (Rota 66 - A história da polícia que mata) decidi analisar primeiro o livro que desencadeou toda essa produção. Felizmente - por ser mais acessível - ganhei este último de presente do "dia de hoje" de minha namorada e já estou quase na metade.

Sempre ouvi reclamações dos policiais pelo fato do livro denegrir a imagem da Polícia Militar, em especial a Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA). Minhas primeiras impressões é que o autor tentou não apenas criticar as ações da polícia como também santificar os bandidos (não os fardados). Acho que essa santificação foi o equívoco. No mais, estou gostando do conteúdo e provavelmente vou lê-lo mais de uma vez (Elite da Tropa eu li 4 vezes e A Verdade da Tropa 3).

Agora fica meu apelo: quem souber de um lugar que venda o livro do Conte Lopes, por favor me avise ou então aceito de presente.